Com capacidade duplicada, embarcação fará o transporte de até 400 passageiros e 40 veículos de pequeno porte

A EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) concluiu a ampliação da capacidade da balsa metálica RG IV, que faz a travessia João Basso, pela represa Billings, entre Riacho Grande e o bairro Tatetos, região conhecida como pós-balsa, em São Bernardo do Campo.

Com a reforma, a plataforma flutuante passará a transportar, a partir do dia 16 de outubro, até 400 passageiros e 40 veículos de pequeno porte, o dobro da capacidade da atual embarcação, que é de até 200 passageiros e 18 veículos.

A obra incluiu ampliações na largura, no comprimento e na cabine de passageiros, além da pintura, troca de estruturas corroídas e reparo nos equipamentos. No total, para aumentar a capacidade de carga, o casco foi estendido de 12 para 18 metros na largura e de 35,80 para 41,20 metros no comprimento. Já o peso da balsa passou de 118 para 205 toneladas. Somente de aço, foram utilizadas 83,6 toneladas.

Para tirar do papel o projeto, que foi planejado e desenvolvido para minimizar os problemas de transporte da população da região, a empresa investiu cerca de R$ 2,5 milhões e mobilizou equipes próprias, em um total de 60 funcionários e prestadores de serviços, entre armadores, eletricistas, pintores, além de outros especialistas contratados. O número de homens/horas trabalhadas totalizou 74 mil, sendo que esses profissionais atuaram em turnos alternados, inclusive, aos finais de semana, para cumprirem o cronograma de obras.

Os trabalhos de ampliação da capacidade da balsa João Basso ocorreram rigorosamente dentro do cronograma, com previsão de término para o final de setembro. Porém, devido à complexidade da nova estrutura, a plataforma passou por ajustes e testes adicionais nos mecanismos e sistemas hidráulicos de tração, necessários para garantir a segurança e a confiabilidade do sistema, os quais somente puderam ser realizados após o procedimento de vistoria a seco e flutuando pela Marinha do Brasil.

Inicialmente agendada para acontecer no dia 12 de setembro, a data para a realização da inspeção em seco por parte do órgão foi remarcada para o final do mês, comprometendo o cronograma de testes. Somente após essa etapa, foi possível fazer todas as análises mencionadas e liberar a plataforma para o transporte de passageiros e veículos.

 OPERAÇÕES DE DESLOCAMENTO
Para que fosse reformada e modernizada, a balsa foi tirada de circulação e deslocada para a sede da EMAE, na zona sul da capital paulista, sendo substituída por outra embarcação, que atendeu a população durante o período.

Agora, após a conclusão das obras, inspeção final e autorização da Marinha do Brasil, a nova plataforma será deslocada de volta para São Bernardo do Campo, onde acontecerá novamente a troca das balsas. Essa operação está prevista para ocorrer entre 22 horas do dia 15 e 6 horas da manhã de 16 de outubro, de segunda para terça.

Já a balsa que está atualmente em funcionamento na travessia João Basso, que tem capacidade para transportar até 300 passageiros e 18 veículos, passará a fazer a condução de carros e passageiros na travessia Bororé, que liga, pela represa Billings, o bairro do Grajaú à Ilha do Bororé, no extremo sul da capital paulista.

Com isso, os cidadãos dessa região serão beneficiados, já que a embarcação que realiza o transporte da população local comporta, hoje, menos da metade dessa capacidade, que é de até 140 passageiros e 10 veículos. A operação de troca das balsas na travessia Bororé está prevista para acontecer entre os dias 10 e 11 de novembro.